Nossos jantares, nossos encontros, nossas estórias, grandes amigos.

1o. dia
- Madrid - Vega Sicilia - Aranda de Duero
Vou começar pelo momento que os 4 mosqueteiros se encontraram em Madrid.

Esta viagem, estava desde o início, predestinada a dar certo. Vistar o Franchini, Vega-Sicilia Joselito, Noval entre muitos. O que a príncipio parecia ser impossível, como Vega Sicilia e Joselito nós conseguimos. No dia de sair para a viagem o vulcão na gelada Islândai resolveu dar uma cuspidinha de fumaça e toda a Europa parou o tráfego aéreo menos em Portugal e na Espanha.

E lá estavamos nós no horário em Barajas, Giba e Doc sem malas que não conseguiram pegar a conexão de Lisboa para Madrid mas isto não era problema para nós.

Giba aproveitou um minuto de descanso para recarregar as baterias do lado de um velho amigo.

Estreamos a España comendo bocadillos de jamon em Barajas esperando nosso 5o. elemento, André.

Ele chegou fomos retirar o carro que demorou mais de 1 hora para chegar dada a bagunça que estava em função do caos áreo. Com o atraso ganhamos um desconto do segundo motorista e ainda estavamos no horário para chegar no Vega em tempo.

2 horas de estrada levadas com maestria pelo Xará e chegamos ao nosso tão esperado destino. No caminho o Doc disse que achava que eles não nos deixariam degustar, e ficamos na expectativa. Será que iriamos degustar ou não?

Nos deixaram entrar e ficamos esperando a nossa anfitrião Yolanda chegar. Foram longos minutos de ansiedade e nossa anfitriã chega de Madrid, especialmente para nos levar no tour. 6a. feira as 16:30 vir de Madrid para nos levar visitar é um baita prestígio e em nome do todos agradecemos a Yolanda pela grande deferência.

O Vega é tudo que esperavamos e muito mais. O cuidado, dedicação e primor com que fazem o vinho é espetacular. Yolanda nos levou por todos os rincons da bodega e respondeu a todas as perguntas. Faltou só Ralph para ir ainda mais no detalhe.

Depois da visita ela nos convida para os escritórios aonde 6 taças nos esperavam, juntamente com 6 garrafas.

Começamos com o Tokaji Oremus Mandolás branco, em seguida degustamos um espetacular Alión 2004, seguido de um Pintia 2005, logo depois um Valbuena 2005 e aí o Vega-Sicilia Único 2000 que vai para o mercado este ano

Para concluir nossa maravilhosa experiência, nos foi servido o Tokaji Aszú 5 puttonyos. Tudo sem pressa, regado a muita conversa, perguntas e explicações de nossa anfitriã. Apesar de o marido esta esperando-a no carro para voltar a Madri, Yolanda foi de uma gentilieza e paciência até o último instante e ainda nos recomendou um ótimo restaurante em Peñafiel, que fomos conferir no dia seguinte.

Viñas do Vega Sicilia

Fomos para nosso hotel em Aranda de Duero, banho e sair para jantar. Meu xará pegou no sono e quase perde a noite mas no fim tudo deu certo.

Hotel Tudanca Aranda de Duero

Estava acontecendo o festival de Tapas em Aranda que com a nossa chegada passou a ser o festival internacional de Tapas de Aranda de Duero. Fomos jantar no El lagar de Isilla.

Que além de restuarante é também uma bodega na Ribeira del Duero. O lugar estava mais que lotado. Tivemos que esperar por uma mesa e enquanto isto degustamos as maravilhosas tapas, jamones e quesos.

O prato típico da região é o lechazo e as costillas de cordero que estavão de PM como dizem na España, feitas no forno a lenha a 200 graus.

Costillas Cordero Lechal

Os vinõs desta noite foram espetaculares, Vega Sicilia, Alion entre outros. Alguns confrades fizeram um grande negócio com um Vega 94 que compraram para levar.

Estavamos saindo do restaurante e nosso garçom, que já nos tratou super bem desde o princípio e pouco acustumado com 10% de gorjeta, a esta altura nos amava, disse: “precisam conhecer as bodegas” e abriu uma porta para um tunel subterrâneo.

A cidade é repleta de Bodegas embaixo da terra. Aonde desde sempre se fazia vinhos. Era neste local com esta tradição que fechamos com chave de ouro nosso primeiro dia de viagem.

2o.dia - Aranda - Peñafiel - Salamanca

Começamos o dia relativamente cedo com destino final a Salamanca pela N122 que corta todos os vinhedos da Ribeira del Duero. Durante o cafe da manhã, recebemos um recado que alguém das malas havia ligado mas como o Doc estava fora do quarto e ele não conseguiu atender a ligação. O numero que haviam dado para eles ligarem era impossível de se conseguir contato mas passamos os próximos dias tentando, tentando, tentando….

A primeira parada foi Haza, um pequeniníssimo vilarejo no topo de um monte. No caminhos diversas cavas como esta, mais uma vez um sinal de que o vinho nestas paragens é uma tradição muito antigua.

Pueblito totalmente deserto aonde paramos no Bar da Doña Lucia para um café. A especialidade dela são as batatas bravas, pena que era muito cedo para começar os serviços de alimentação.

O rótulo do vinho Condado de Haza é um desenho desta igreja.

E a vista merece a visita

De Haza rumamos para Peñafiel aonde no topo da peña fica situado o castelo/forte que agora é o museu do vinho da Ribeira del Duero.

Peñafiel

A Bodega Protos, uma construção moderna e imponente também esta encravada no meio da cidade e contrasta modernidade com o estilo medieval da cidade

Fomos diretamente para o castelo e fizemos o tour pela área externa do castelo e da torre.

A vista novamente maravilhosa

Peñafiel

Ribeira del Duero

Visitamos o Museu do Vinho que conta a história de todo o ciclo do vinho. Vale a pena o passeio


Museu do vinho feito em rolhas

Museu encravado no Castelo

Do museu já prontos para a próxima experiência gastrônomica fomos experimentar a sugestão da Yolanda o Assador Mauro. Novamente comer cordeiro lechazo mas este estava ainda melhor que o anterior. De escrever começo a salivar. Um verdadeiro manjar.

Assador Mauro
Cordero Lechal

Um dos vinhos degustados

Da orgulho de ver a maneira profissional que a família toca o negócio, 1a. e 2a geração tocando o negócio juntos e mantendo o padrão de qualidade. Na saída do restaurante pedimos uma indicação de local para comprar vinhos e a senhora falou procure uma loja chamda Ojosnegros. Saimos caminhando a pé e não encontramos a tal loja. Voltamos pegamos o carro e quando estavamos saindo da cidade passamos pela loja sugerida.

Parada imperdível. Lá encontramos as melhores variedades e preços dos vinhos de toda a viagem. Vinos Ojosnegros. Ele tinha de tudo, dos anos certos e preços honestos. Fizemos a festa nossa e deles.

Vega 94, Pingus 99 entre outras preciosidades. Verdade que se soubéssemos o que encontraríamos pela frente, teríamos resolvido todos os vinhos ali mesmo.

Doc e seu Bibelô

Vinhos no carro e vamos seguir caminho sentido El Corte Inglés de Valladolid, para comprar roupas para os descamisados.

Aprovetei a visita e comprei umas laranjas, mandarinas e tomates maravilhosos no supermercado do El Corte Inglés. Queríamos comprar caviar de verdade para degustar com as Cavas Juve Y Camps compradas em Peñafiel mas este Corte não tinha loja do Gourmet.

Descamisados com suas sacolas e rumamos para Salamanca. Chegamos em tempo de um banho e sair para jantar no Chez Victor. Uma grande surpresa nos aguardava.


Bela camisa Gibinha

O restaurante tem uma estrela Michelin e é um toque Francês na España. Victor morou vários anos na França durante os anos difícies na España e por lá trabalhou em cozinhas. Victor e Senhora, tocam o restaurante com grande capricho e carinho. Todos os pratos estiveram perfeitos, após o jantar me convidei para conhecer a cozinha e nosso já então amigo Victor nos deu a receita de sua deliciosa “marmelada de cebolla” nos mínimos detalhes.


Chez Victor

Entradas:

Foi Gras, sobre Jamon Pata Negra e Marmelada de Cebolla - Fenomenal


Foi Gras

Jamon Pata Negra

Principal:

Tallarine com Vieiras


Chef Victor

Saindo do maravilhoso jantar a caminho do nosso hotel, apreciamos a beleza monumental desta cidade que abriga a segunda universidade mais antiga da Europa e tem a mais bela Plaza Mayor da España.


Plaza Mayor


Escadaria Casa das Conchas

3o. dia - Salamanca - Zamora - Salamanca


Salamanca

Dada a necessidade de ir buscar as malas em Madrid e da partida do André, resolvemos ficar uma noite adicional em Salamanca ao invés de ir dormir em Zamora.

Fomos passear pela manhã pela cidade, almoçar no Restaurante Rio de La Plata e depois André e Doc iriam a Madrid.


Almejas ao Natural


Nas ruas de Salamanca

Nosso Hotel em Salamanca AC Palacio San Esteban

Zamora


Rio Duero


Castelo Zamora

A noite fomos jantar em uma Pulperia típica da Galicia, La Pulperia de Paco.

Local simples mas de comida espetacular, tudo regado a vino Albariño.


Pimientos de Padron


Pulpo a la Feria ou a Gallega


Bacalao

4o.dia - Salamanca - Joselito - Fornos de Algodres - Peso da Régua

Dia com mais uma visita programada e um dos pontos altos da visita. As 11:00 eramos esperado no Joselito para visitar este ícone dos jamons e embutidos de Pata Negra.


Entrada Joselito

Chegamos e após uma rápida introdução do Jesus que nos proporcinou a visita, nossos hostes nos aparelharam de aventais e tocas e fomos para esta visita de visuais e odores inesquecíveis.


O Joselito na sua 3a. geração


Nossos Guias


Joselito e os Amigos de Babette


O delicioso cerdo Ibérico

Terminamos a visita e cada um de nós ganhou uma sacola de 5kg de embutidos e ainda compramos um Jamon Pata Negra de 6 anos de cura de 9kg para dar de presente para o Franchini. Só como referência $50,00Euros o kilo

Chegando em Portugal passamos por Fornos de Algodres, uma bela cidadezinha encrustrada na montanha, cidade de origem do Avô do Giba e onde encontramos um delicioso queijo da Serra de Algodres, tomamos um cafezinho e seguimos para nosso destino final.


Fornos de Algodres


Queijo da Serra de Algodres

Depois da aprazível parada em Fornos seguimos para nosso destino final do dia Peso da Régua e encontrar com nosso querido Franchini.

Peso da Régua é uma pequena cidade muito interessante, pitoresca e bela. Novamente o hotel era muito bom, com vista para o rio Douro.


Peso da Régua

Chegamos no hotel e lá estava nosso querido Franchini, sorrindo na porta do nosso hotel e pronto para nos brindar com uma noite
E-S-P-E-T-A-C-U-L-A-R.

Eramos esperados no Castas e Pratos para uma noite de tapas e uma degusutação de vinhos Portugueses neste local único, muito bem decorado e um primor de atendimento e de produtos. Fica localizado em um terminal de cargas, na estação de trem, comboio em Portugal, ficamos na varanda com direito a acompanhar a chegada e a saídas dos comboios.


Estação de Comboios

Fomos magistralmente atendidos por Edgard o proprietário e Luis o sommelier. Depois chegou o Sr. Manoel uma grande figura, que alegrou ainda mais a nossa memorável noite no Douro.


Edgard, nosso anfitrião e amigo

Começamos a noite com refrescantes e delicados Portonicos
D
Portonico

Depois acepipes

Acepipes

Azeites maravilhosos

Tudo acompanhado por muitos vinhos do local

Aneto Reserva - Branco - 2008

Depois degustamos um Poeira 2007 - Branco - Douro. Um excelente vinho

Poeira 2007

Dai passamos para os tintos. Abrimos com o Quinta da Gaivosa 2003. Outro excelente vinho que é produzido apenas em anos excepcionais.

Quinta da Gaivosa 2003


Quinta da Gaivosa 2003

Próximo vinho foi o Quinta do Crasto Reserva 2007 - Douro. Outro vinho extraordinário.

Nesta altura os ânimos já estavam começando a ficar ainda mais alegre e Doc nos presenteou com um Barca Velha 2000. Fenomenal.

Ai chegou a vez do Porto. Abrimos um Taylor’s Vintage 2007


Taylor’s 2007

Neste momento chegou o Sr. Manoel, pai do Edgard que trouxe ainda mais conhecimento e experiência para nosso encontro.

Sr. Manoel

E além disto trouxe dois elixires de sua adega pessoal que superou, o que já havíamos degustado. Um vinho do Porto de 1977 e uma Bagaceira que como ele colocou bem, tinha uma

Porrada D’Anos

.

Abrir o vinho do Porto artesenal, feito na Escola de Agricultura aonde o Sr. Manoel trabalhou teve que ser aberta com a tenaz e com muito jeito e sob o olhar de todos.


Porto do Sr. Manoel


Sorvendo o ouro

Depois do Porto chegou a vez da famosa Bagaceira “Porrada D’Anos”


Bagaceira Porrada D’Anos

Quando percebemos já tínhamos bebido todas estas preciosidades

Todos já estávamos bem felizes. Alguns mais felizes que os outros…

Depois disto tudo coube a mim, levar o Franchini para casa em nosso micro-ônibus. A estrada não podia ser mais escura e mais tortuosa do que aquilo. Foram momento de concentração e cuidado.

Chegamos na Finca do Franchini e fomos conhecer a propriedade.

Alguns ganham um Brasilino de presente outros um Joselito…


Joselito Pata Negra 6 anos de cura e 9kg

Voltamos sãos e salvos. Dia seguinte o Edgard iria nos levar visitar algumas vinícolas e depois almoço no Franchini.

4o dia - Peso da Régua - Quinta do Tedo - Sanderman - Finca Franchini

Agora de dia vamos pelos mesmos caminhos tortuosos e a beleza do D’ouro se abre por completo para mim. Paisagem espetacular do rio serpenteando as vinhas ou as vinhas serpenteando o rio.


Rio D’Ouro

Nossa primeira parada foi em uma bucólica Quinta a Quinta do Tedo.


Quinta do Tedo


Quinta do Tedo


Quinta do Tedo


Giba vistoriando as instalações

Da Quinta do Tedo fomos para a Sanderman. Estilo Disney tudo super produzido mas também interessante.


Degustação de Portos na Sanderman

De
Doc discutindo as técnicas do vinho do Porto


Vista desde a Sanderman


Quinta do Seixo

Saindo da Sanderman fomos para o almoço na casa do Franchini. Ele e a prima Cecília nos prepararam delicias Lusitanas. Uma deliciosa, espetacular Dobrada e depois um Cordeiro feito no forno a lenha, uma azeite de produção própria de Oliveiras centenárias que era um nectar e aproveitamos e estreamos o Joselito. Pena que somos tão ruins na arte de cortar Jamon. Mas com a a ajuda da Cecília fomos aprimorando e algumas fatias até ficaram decentes.

O Jamon é um capítulo a parte. Que voltaremos a falar depois.

Edgard nos presenteou com um Quinta do Castro - Maria Teresa 1998. O vinho veio delicadamente cuidado em nossa van até chegar na casa do Franchini. Parei a van em um aclive e quando abro a porta, a garrafa sai quicando pelo chão e rolando ladeira abaixo. Todos arregalaram os olhos num tom de “Aí meu D’us”. Para o meu fortúnio a garrafa não quebrou.

O rótulo ficou um pouco prejudicado mas depois de descansar algumas horas nosso vinho estava como deveria ser. Espetacular.


O resiliente Maria Teresa 98


Franchini estava nos esperando na porta

Começamos com acepipes. Entre eles o Giba me ofereceu uma iguaria única e que durante algumas horas ficou ali me recordando de seu paladar. Uma barra de sabão!!!

Depois ele melhorou e preparou deliciosas peras com queijo da Serra do avô dele e nozes. MARAVILHOSO


Queijo da Serra de Algodres

A tarde estava linda, um dia com céu de brigadeiro, temperatura perfeita. Ficamos sentados nos jardins do Franchini, curtindo o bucólico e agradável lugar e em especial as pessoas.

As primas do Franchini são muito interessantes, cuidam dele como se ele fosse um BB e são pessoas de uma bondade que se vê.


Prima Cecília


Jamon Joselito


A famosa torta Cú da Freira

Depois do farto almoço, alguns de nós ainda sob a influência da Babgaceira Porrada D’Anos tombaram e babaram.


Salles e Doc

Depois de dias tão intensos esta noite fomos dormir todos cedo.

5o.dia - Quinta do Noval - Cidade do Porto

A Quinta do Noval é uma propriedade bem rústica e espartana. Nada de luxo, shows ou tecnologias. A impressão é que eles raramente recebem visitas. Nossa guia foi super simpática

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